Domingo, Maio 25

 

Bom Dia 18

AMPLIAR
Ora bem, pessoal, até que enfim, chegámos á praia;
agora é que é, safa..! dois dias de navegação pelo maldito GPS;

parece-me que estamos finalmente, no lugar certo;
seguindo aqui o mapa, vamos encontrar a Torre Fundeira para a direita;

OK, vamos até lá ao bar do Clube de Chinquilho para beber uma "mini", que já está a apetecer;
e depois, de lá até ao Kabras, para o almoço à maneira, é um pulinho...

Sábado, Maio 24

 

Bom Dia 17

AMPLIAR
Ora viva, ó gente!!
Tivemos sorte com o dia;

belo tempo para navegar;
cá vamos a descer o Tejo, na broa, a favor da corrente;
já passámos a velha Ponte de Belver;
agora são só mais uns 3 Kms (para marinheiros são +/- 2,5 Milhas) e...
com um bocadinho de sorte, chegamos ainda hoje à Barragem, Estação, Praia e Parque de Campismo da Ortiga.

Sexta-feira, Maio 23

 

Fim de Semana 129


Ora bem...
esperemos que o Maio aqueça um bocadinho para ver se a gente ter direito a passar um
BOM FIM DE SEMANA!


Sugestão da semana

Ao Sábado, a CP tem um comboio especial na Linha da Beira-Baixa. O percurso, desde Lisboa até Vila Velha do Ròdão, acompanha o Tejo, pela margem norte:

- de Alverca à ponte de Vila Franca, o grande espelho do estuário é salpicado pelas manchas verdes e castanhas dos mouchões;
- a vista perde-se na largueza de horizontes das imensas planuras da lezíria, na margem sul;
- cruzamos valas, várzeas, praias e avieiros na Azambuja, Valada e Santarém;
- o estreito do Castelo de Almourol, o apeadeiro de Tancos, o Arripiado, Constância, a Foz do Zêzere e o fenomenal Entroncamento;
- para lá de Abrantes e até à fronteira, as margens elevam-se muito acima do leito do rio e encaixam barragens, seguram pontes e suportam castelos;
- pode seguir até às Portas do Ròdão, mas tem muitos e bons motivos para ficar em Belver e o seu Castelo altaneiro, que é (acreditem que eu sei bem) uma paragem obrigatória.


Quarta-feira, Maio 21

 

Arquivos da Porcalhota (anos 80)


O nosso velho "Ford Escort" no Autódromo do Estoril.

Terça-feira, Maio 20

 

Postal do Tejo 35


Vista sobre o Tejo, a Ponte e o Cristo-Rei,
desde o miradouro do Instituto Superior de Agronomia de Lisboa, na Tapada (Real) da Ajuda.

Há já muito tempo (30 anos) que eu não parava neste local para apreciar a excelente paisagem e recordar óptimas e excitantes memórias do meu tempo de trabalhador/estudante, post Revolução de 74,

quando o (nosso) meu velho SIMCA 1000 tinha livre acesso às estradas e caminhos do interior da Tapada;

quando ainda havia as grandes noitadas de comes-e-bebes na Tascado Zé Duarte, no alto de St. Amaro;

- Um abraço de saudade para o bom amigo Luis M. (Engº de Agronomia) e um beijo para a sua ex-namorada, Luisa M. (Dra. em Psicologia), onde quer que se encontrem...


Segunda-feira, Maio 19

 

O Sonso, o Santo e o Corno


(História da Igreja da Memória)

O lançamento da Primeira Pedra, foi feito por El-Rei D. José I, no dia em que comemorava dois anos sobre o atentado de que foi vítima naquele mesmo lugar.
Sua Majestade (o único Zé das dinastias de Portugal) não era nenhum santinho; era um sonsinho que curtia à socapa, a "night" de Lisboa - talvez cliente certo de alguma Casa de Fado do Bairro e certos Bares do Cais do Sodré.
O valdevino, tinha a complacência da sua D. Mariana; tinha fartura de carcanhol (das minas do Brasil) para esbanjar à vontadinha e tinha um Primeiro Ministro para lhe governar o Reino com toda a mestria; portanto, com a vidinha facilitada por demais, era sempre a aviar, nas escapadelas nocturnas.

Ora, até aí, tudo bem. O problema foi quando ele resolveu partilhar os seus devaneios extra-matrimoniais com uma amiga casada com um nobre da linhagem dos Távoras.
Parece que, o desgraçado marido não achou graça nenhuma a esta actividade post-laboral de sua Graça Real e resolveu, ao que dizem, tratar pessoalmente do assunto. Depois de perder a transmontana, o fidalgo Transmontano, foi à Feira de Relógio comprar uma pistola ao cigano, e esperou sentado pela ocasião mais propícia para lavar a (des)honra da família.
Naquela noite quente de Setembro, escondido atrás duma árvore, no sítio onde hoje é o Largo da Memória, o consorte da D. Teresa de Távora, despejou o carregador da pistola sobre a carruagem que transportava o Rei, após mais uma noitada nas Docas, de regresso à sua Tenda de Campismo, no Monsanto, onde passou a viver após ter escapado ao Terramoto de 1755.

O resto da história já conhecem - Sua Alteza, o sonsinho, cheio de sorte, mais uma vez, escapou de boa, só com um tiro de raspão e prometeu até deixar de fumar e construir uma igreja naquele local.
O consorte é que teve azar, pois o Sr. Ministro, o santinho, accionando a bem lubrificada engrenagem da máquina da justiça da época, conseguiu, em tempo útil, uma sentença do tribunal para tratar da saúde ao corno. E, afim de prevenir o perigo de contágio, e melhorar a situação do erário real, aproveitou a deixa para mandar limpar o sarampo aos restantes varões da família Távora, dado que eles constituiam uma verdadeira ameaça à saúde pública.

Etiquetas:


Domingo, Maio 18

 

Bom Dia (16)


Maresia;
ar, água, sal, vento, neblina, espuma, névoa;
neste local, a esta hora, pouco há para dizer;
olhar, ver, cheirar, respirar, ouvir;
não falar, não pensar, apenas sentir...

<< Topo